Esta seqüência de artigos tem o objetivo de demonstrar algumas técnicas de testes simples, contribuindo para homologadores/analistas de testes em início de experiência. Espero que contribua.
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Por Fernando Palma, Setembro de 2009
Técnica de teste para telas de pesquisa
Ao validar uma tela de pesquisa, o homologador deve fazer os seguintes testes:
☺ Testar todas as combinações existentes dos campos para garantir que a tela funciona. Para uma busca com “a” campos, existirão 2ª combinações.
Ex: 3 filtros são dispostos em uma pesquisa. Portanto, então seriam 8 combinações.
A melhor técnica para alcançar este fim, é utilização de números binários, como demonstrado a seguir:
Ex: Imaginemos uma tela com os campos: Nome, Cidade e Estado.
Nome
| Cidade
| Estado
|
0
| 0
| 0
|
0
| 0
| 1
|
0
| 1
| 0
|
0
| 1
| 1
|
1
| 0
| 0
|
1
| 0
| 1
|
1
| 1
| 0
|
1
| 1
| 1
|
*Considerando “0” o campo não preenchido e “1” o campo preenchido.
Como a tabela demonstra, 8 combinações de busca são realizadas.
Mas estes não são todos os testes, pois para cada campo preenchido, o desenvolvedor deve testá-lo preenchendo uma vez com parâmetros que retorne(m) registros(s) e outra vez com parâmetros que não retorne registro. Então, seriam na verdade 2 (ª + 1) à 2 elevado a “a” mais 1 combinações diferentes. No exemplo acima, seriam 16 combinações, na verdade.
Obs: Considerando que “R” represente um parâmetro que retorne registro(s) e “N” um parâmetro que não retorne nenhum registro.
Nome
| Cidade
| Estado
|
0
| 0
| 0
|
0
| 0
| 1 (R/N)
|
0
| 1 (R/N)
| 0
|
0
| 1 (R/N)
| 1 (R/N)
|
1 (R/N)
| 0
| 0
|
1 (R/N)
| 0
| 1 (R/N)
|
1 (R/N)
| 1 (R/N)
| 0
|
1 (R/N)
| 1 (R/N)
| 1 (R/N)
|
O interessante desta técnica é imaginar uma tela com diversos filtros. 6, 8, 15 filtros de pesquisa. Representariam estes valores elevado ao cubo, quando traduzido em testes. Três conclusões podem ser tiradas, portanto:
1- O gerente responsável pelo projeto de software deve definir o nível de qualidade que é requerido para o sistema. Baseado nesta especificação, ou melhor: neste requisito de qualidade, o analista de testes/homologador executa a metade, um terço, ou até 1% das combinações existentes.
2- Quando parte das combinações são executadas, cabe ao Analista de Testes definir quais delas serão escolhidas, por representarem maior risco de falhas.
3- Ao receber os requisitos do sistema, no inicio do projeto, o Analista de Testes deve prevenir com estimativas de quantidade de testes que serão gerados. Esta colaboração é importante para que haja um balanceamento eficaz diante de escolhas, como esta: "quantos filtros existirão na tela?". Nem sempre o que é fácil de implementar é fácil de testar. Por isso, muitos analistas de testes já utilizam o conceito denominado "pontos de testes" para os requisitos de teste, que equivale aos "pontos de função" dos requisitos de sistema.
Aguardem outras técnicas, em breve.
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